6 de mar. de 2026

Primeira Feirinha da Prefs tem programação especial em homenagem às mulheres neste sábado (7)

 



A Prefeitura de Imperatriz, por meio da Superintendência de Agricultura, realiza neste sábado (7), a partir das 17h, a primeira edição do ano da Feirinha da Prefs, com programação especial em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres. O evento acontece na Avenida Beira Rio e segue até as 23h.

A programação começa com um aulão de dança promovido pela Academia da Saúde. Em seguida, acontecem apresentações musicais de três artistas locais. A feira conta com a comercialização de produtos da agricultura familiar, confeitaria, artesanato e comidas típicas. Também haverá uma tenda da Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS), com vacinação.

O superintendente de Agricultura, Jhonson Alves, afirma que a Feirinha da Prefs é uma ação integrada que envolve diferentes secretarias municipais. “São várias secretarias que ajudam a construir a Feirinha da Prefs. Por exemplo, a presença da Semus é uma forma de alcançar as pessoas que estão passando por ali para verem que têm vacinação disponível, mas que às vezes não vão ao posto. Ao passar pela feira, participar da atividade, acabam se vacinando e tendo acesso a outros serviços. São importantes ferramentas de políticas públicas”.

A coordenadora da Academia da Saúde, Zairellia Maciel, explica que os polos vão participar do evento com ações voltadas ao público feminino. “Então, é uma oportunidade para todos os alunos dos polos da Academia da Saúde conhecerem também o trabalho dos agricultores, daqueles feirantes que estão sempre nas praças com seus produtos vendendo à comunidade”.

Além das atividades físicas, como dança e ginástica, terá palestras com a Secretaria Municipal de Políticas para Mulher, dinâmicas e sorteio de brindes. “Mas a nossa intenção maior é lotar Beira Rio de mulher e fazer elas se sentirem acolhidas”, diz a coordenadora.

Jhonson Alves destaca ainda a grande participação do público no retorno das ações. “A Feirinha da Prefs já virou um evento cultural enraizado da cidade de Imperatriz. Não só feirantes, mas a população em si já estava se esperando esse momento da volta das feirinhas”.

Ao longo deste ano, mais de 20 edições da Feirinha da Prefs passam por vários bairros de Imperatriz, reunindo pequenos agricultores e atividades culturais.

“Sangue doce” existe? Descubra se algumas pessoas realmente atraem mais mosquitos do que outras

 



Você conhece alguém que parece receber muito mais picadas de mosquitos do que aqueles ao seu redor? Muitas pessoas relatam atrair mais pernilongos e mosquitos do que outras. Na linguagem popular, essa situação é chamada de “sangue doce”. Mas será que essa máxima popular tem respaldo científico? Algumas pessoas realmente são mais propensas a sofrer picadas? 

A professora da Faculdade de Medicina de Açailândia (IDOMED Fameac) e especialista em Hematologia Clínica, Rayssa Castro, afirma que “sangue doce” é apenas uma expressão popular e não encontra fundamento na ciência. “O mosquito não escolhe a vítima pelo sabor do sangue, até porque não tem como avaliar isso antes da picada. Também não há evidências consistentes de que níveis elevados de glicose no sangue tornem alguém mais atrativo para esses insetos. Portanto, a ideia de ‘sangue mais doce’ é considerada um mito”, explica a especialista.  

Rayssa pontua, no entanto, que alguns fatores podem tornar uma pessoa mais propensa a ser alvo de picadas. Temperatura corporal, liberação de suor, prática recente de exercícios físicos e até o uso de roupas escuras, que retêm mais calor, estão entre os fatores que, no dia a dia, podem funcionar como atrativo para os mosquitos e pernilongos.  

A professora do IDOMED Fameac explica que fatores biológicos e comportamentais também exercem grande influência. “Um dos principais é a quantidade de dióxido de carbono que a pessoa exala, e isso vem naturalmente da nossa atividade celular. Adultos, gestantes e indivíduos com maior massa corporal, produzem mais dióxido de carbono e, assim, tendem a atrair mais mosquitos”, detalha Rayssa. 

Outro aspecto relevante é o odor corporal, que está diretamente ligado à microbiota da pele, ou seja, aos microrganismos que vivem naturalmente em nossa superfície cutânea. Essas bactérias produzem substâncias voláteis que funcionam como verdadeiros ‘atrativos químicos’ para os mosquitos. Por características individuais da pele, algumas pessoas acabam sendo naturalmente mais chamativas para esses insetos. Há ainda estudos que sugerem que indivíduos com sangue do tipo O podem ser ligeiramente mais atrativos para determinadas espécies de mosquitos, embora esse fator tenha um impacto menor quando comparado aos demais. 

O que fazer para evitar as picadas? 

Do ponto de vista médico e farmacêutico, a especialista reforça que a medida mais eficaz continua sendo o uso correto de repelentes, especialmente em áreas com maior presença de insetos. Produtos que contenham substâncias como icaridina, DEET ou IR3535 apresentam forte evidência científica de proteção, desde que aplicados corretamente e reaplicados conforme o tempo indicado pelo fabricante. 

“Além disso, medidas ambientais são fundamentais, como eliminar focos de água parada, utilizar telas e mosquiteiros e, sempre que possível, recorrer a ventiladores, que dificultam o voo do mosquito. Também orientamos cuidados comportamentais simples, como optar por roupas claras, evitar exposição nos horários de maior atividade dos insetos e higienizar a pele após suor intenso”, conclui a docente.