30 de out. de 2026

Idosos concluem curso de inglês na Casa do Idoso Feliz em Imperatriz

 



A Prefeitura de Imperatriz, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SEDES), realizou a conclusão do curso de inglês para idosos atendidos pela Casa do Idoso Feliz. A formação faz parte do projeto de extensão Seniors Let's Learn English, desenvolvido pela Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL) desde 2018.

As aulas começaram em março e aconteceram às sextas-feiras, das 8h às 10h, durante oito meses. Ao todo, 16 idosos concluíram a formação, que utilizou a abordagem comunicativa, com conteúdos voltados a situações do cotidiano, como saudações, dias da semana, hobbies e localização. A proposta era desenvolver habilidades de comunicação em inglês de acordo com os interesses e as necessidades dos participantes.

A coordenadora do projeto, professora doutora Diana Barreto, explica que a participação voluntária contribui para tornar o processo de aprendizagem mais leve e prazeroso. “Talvez por esse motivo, o processo de ensino-aprendizagem se torne tão leve e prazeroso para essa faixa etária. O projeto tem sido uma oportunidade para que eles desenvolvam habilidades e ampliem a socialização. Além disso, existe o amor e o carinho que os idosos têm pelas nossas alunas. Eles as adotam como se fossem netas, como se fossem da família. Isso é muito gratificante e importante”.

Diana também ressalta o impacto da formação na vida dos participantes. “Pode parecer um número pequeno, mas não é. Porque a gente sabe o quanto que isso impacta positivamente a vida de cada um”, acrescenta.

A coordenadora da Casa do Idoso Feliz, Alessandra Nobre, destaca os efeitos da iniciativa na autoestima dos participantes e a importância de incentivar o aprendizado na terceira idade. “Eu fico muito feliz de ver os idosos que, mesmo na terceira idade, ainda se permitem aprender, demonstrando que para aprender não tem idade. Eles ficaram muito entusiasmados, muito felizes, muito empolgados, muito perseverantes. E, assim, eu percebi um aumento na autoestima, de poder se sentir capaz de aprender algo novo. E isso é importantíssimo para o desenvolvimento da memória deles nessa etapa da vida, estar sempre aprendendo coisa nova”.

Alessandra também enfatiza a importância da parceria entre instituições para ampliar as atividades oferecidas aos idosos e estimular novas experiências de aprendizagem e convivência.

Para a participante Doraci Oliveira, a conclusão do curso foi marcada pelo aprendizado e pela interação com os colegas. “Esse curso pra mim foi maravilhoso. E a interação com os amigos foi perfeita. Já estou sentindo saudade. Esses oito meses foram muito bons. Foi de muita interação e muito coleguismo”.

O projeto também contribui para a formação dos estudantes de Letras da UEMASUL que participam das aulas. Isabela Abreu, aluna do quarto período, relata que a experiência marcou seu primeiro contato com a docência em sala de aula e destacou a receptividade dos idosos ao longo da formação. “Eu entendo que a importância do projeto não está só em eles aprenderem uma nova língua, mas também em colocá-los novamente na sociedade, numa área em que os idosos são excluídos, que é o ambiente acadêmico”.

A estudante também observou avanços na compreensão dos conteúdos trabalhados. Segundo ela, no início, os participantes apresentavam dificuldades para relacionar as expressões em inglês às situações do cotidiano. Com a continuidade das aulas e a prática, passaram a compreender melhor o que falavam, indo além da repetição de palavras e expressões. A conclusão da turma encerra mais um ciclo do projeto de extensão, que aproxima a universidade da comunidade e promove oportunidades de aprendizagem, socialização e troca de experiências entre gerações.

Dia de Finados: por que algumas explicações podem confundir crianças diante da morte?

 



Quando alguém ente querido morre, os adultos precisam lidar com a própria tristeza e, muitas vezes, com uma tarefa igualmente delicada: explicar a perda a uma criança. É comum que, na tentativa de protegê-la, a família recorra a frases como “a vovó virou uma estrelinha”, “o papai foi morar no céu” ou “ele está dormindo”. O que parece uma maneira carinhosa de amenizar a dor, porém, pode deixar a criança ainda mais confusa sobre o que aconteceu. Afinal, se a pessoa foi embora, ela pode voltar? Se está dormindo, por que não acorda? E se foi para outro lugar, por que não podemos visitá-la? Essas dúvidas, que podem aparecer na cabeça das crianças após ouvir determinadas explicações, mostram como as informações podem ser interpretadas de maneira errada pelas crianças, ainda mais próximo ao Dia de Finados, data que relembra e homenageia com saudade as pessoas que nos deixaram.

Judson Alves, psicólogo e coordenador do curso de Psicologia do UniFacimp Wyden, explica que a compreensão da morte se desenvolve gradualmente durante a infância. Conceitos como a irreversibilidade, ou seja, entender que quem morreu não voltará à vida, e a universalidade, que significa reconhecer que todos os seres vivos morrem, podem ser difíceis de compreender, especialmente para os mais novos.

Por isso, a orientação é conversar com clareza, utilizando palavras simples e adequadas à idade. Em vez de recorrer apenas a metáforas, o adulto pode explicar que a pessoa morreu, que seu corpo parou de funcionar e que ela não poderá mais estar presente como antes. “A explicação não precisa ser longa nem oferecer respostas para todas as dúvidas de uma só vez. O importante é permitir que a criança pergunte, manifeste seus sentimentos e receba informações que consiga compreender”, orienta o psicólogo.

Isso não significa que a família precise abandonar suas crenças religiosas ou espirituais. Elas podem e até devem fazer parte da conversa, desde que não substituam completamente a explicação concreta sobre a morte. “Dizer que alguém está no céu, por exemplo, pode ser uma forma de expressar a fé familiar, mas a criança também precisa entender que aquela pessoa não voltará para casa”, reforça.

APOIO NA FICÇÃO

Livros, desenhos e filmes podem ajudar a introduzir um assunto que nem sempre é fácil de abordar diretamente. Judson cita duas animações conhecidas por tratar da morte e das relações familiares: os filmes O Rei Leão (1994) e Viva – A Vida é uma Festa (2017).

Em O Rei Leão, a perda do pai é um acontecimento decisivo na trajetória do protagonista, que precisa lidar com a ausência e com sentimentos difíceis. Já Viva – A Vida é uma Festa aborda a memória dos familiares que morreram e a maneira como suas histórias continuam presentes na vida de quem ficou. “Essas narrativas podem ajudar a criança a compreender que a morte faz parte da vida, que a ausência é definitiva e que lembrar de alguém querido também pode ser uma maneira de preservar os vínculos afetivos”, analisa. 

O psicólogo ressalta, porém, que o uso dessas histórias deve ser acompanhado por um adulto. “Conversar sobre as cenas, ouvir as perguntas e acolher as reações da criança são atitudes importantes para que a experiência não se limite ao que aparece na tela”, explica. 

Criança pode ir ao velório?

Outra dúvida frequente é se as crianças devem participar de velórios e enterros. Para algumas famílias, a primeira reação é afastá-las completamente desses momentos, acreditando que assim estarão protegidas da tristeza. Judson explica que impedir a participação nem sempre é a melhor alternativa. Os rituais de despedida também podem ajudar a criança a compreender o que aconteceu e perceber que a tristeza pode ser compartilhada. 

“Alguns adultos, na tentativa de proteger, distanciam as crianças de uma realidade inevitável. Assim, é importante que elas estejam presentes em momentos em que a família expressa o pesar, desde que adotando cuidados para que elas não sejam expostas a situações traumáticas. O objetivo é mostrar que a tristeza pode ser compartilhada e acolhida”, orienta.

A participação, entretanto, deve considerar a idade, a vontade e as condições emocionais da criança. Antes da cerimônia, é importante explicar o que ela encontrará: pessoas chorando, familiares reunidos para se despedir e, dependendo do tipo de velório, o corpo da pessoa falecida em um caixão.

Também é recomendável que um adulto de confiança esteja disponível para acompanhá-la, responder às perguntas e retirá-la do ambiente caso ela demonstre desconforto. Se não quiser participar, a criança não deve ser obrigada. Desenhar, escrever uma mensagem ou guardar uma lembrança são outras possibilidades de despedida.

LUTO

Nem sempre a tristeza infantil aparece da maneira que os adultos esperam. Algumas crianças choram, fazem muitas perguntas ou demonstram saudade. Outras ficam mais quietas, irritadas ou parecem voltar rapidamente às brincadeiras.

Essas reações não significam necessariamente que a criança não compreendeu a perda ou que não esteja sofrendo. A maneira de expressar os sentimentos varia conforme a idade, o vínculo com a pessoa falecida, as experiências anteriores e o apoio recebido.

Manter uma rotina relativamente estável, oferecer oportunidades para conversar e permitir que a criança expresse seus sentimentos são formas de ajudá-la durante esse período. Também é importante evitar cobranças para que ela seja forte, pare de chorar ou supere rapidamente a perda.

“O adulto não precisa esconder a própria tristeza. Demonstrar saudade e explicar que está triste porque sente falta da pessoa que morreu pode ajudar a criança a reconhecer seus sentimentos. Ao mesmo tempo, é importante transmitir segurança, deixando claro que ela continuará recebendo cuidado e proteção”, afirma Judson.

Embora o luto seja uma reação natural à perda, algumas mudanças de comportamento merecem atenção. Judson destaca que crianças podem voltar a apresentar comportamentos já superados, como fazer xixi na cama, além de manifestar irritabilidade, choro frequente e queda no rendimento escolar.

Essas alterações não significam, isoladamente, que exista um transtorno psicológico. É necessário observar sua intensidade, frequência, duração e o impacto na vida cotidiana. “É importante buscar um psicólogo habilitado sempre que considerar necessário, mas principalmente quando esses comportamentos apresentam intensidade, duração e prejuízos funcionais significativos”, conclui.  O acompanhamento profissional pode ajudar a criança a expressar o que sente e orientar a família sobre como oferecer apoio durante o processo de luto.

23 de out. de 2026

5º Pedal Solidário Outubro Rosa será realizado neste sábado (24), em Imperatriz

 



Imperatriz recebe neste sábado (24) o 5º Pedal Solidário Outubro Rosa, iniciativa coordenada pelo Setor de Oncologia do Município que reúne conscientização sobre o câncer de mama, incentivo à prática de atividades físicas e solidariedade. A ação integra a programação do Outubro Rosa e busca arrecadar alimentos para casas de apoio a pessoas em tratamento contra o câncer. A concentração dos participantes será a partir das 16h, em frente ao Centro de Especialidades Médicas Três Poderes (CEMI), localizado na Rua Itamar Guará, no bairro Três Poderes.

De acordo com a coordenadora da Oncologia, Vilenice Batista, o evento busca ampliar a conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, além de mobilizar a população para ajudar pacientes que enfrentam a doença. “O Pedal Solidário é uma forma de incentivar a população a falar sobre a prevenção do câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce. Mas a finalidade maior dessa ação é a solidariedade, é transformar a participação de cada pessoa em ajuda para quem está enfrentando o câncer. Os alimentos arrecadados serão destinados às casas de apoio que acolhem esses pacientes, contribuindo para amenizar as dificuldades vivenciadas durante o tratamento”.

Quem não realizou a inscrição antecipadamente também poderá participar. Para isso, basta comparecer ao local usando uma camisa rosa e levar três quilos de alimentos não perecíveis. A programação também vai ter o sorteio de brindes entre os participantes e premiação para a bicicleta mais enfeitada, como forma de incentivar a participação da comunidade.

Os alimentos arrecadados serão destinados a casas de apoio que recebem pacientes em tratamento oncológico, especialmente aqueles que precisam permanecer longe de suas cidades de origem para realizar consultas e outros procedimentos médicos. A iniciativa busca contribuir com o trabalho dessas instituições e auxiliar no acolhimento dos pacientes durante o tratamento.

Além da arrecadação, o Pedal Solidário integra as ações de conscientização do Outubro Rosa, campanha que chama a atenção para os cuidados com a saúde da mulher e a importância de buscar os serviços de saúde para avaliação e orientação. A identificação precoce do câncer de mama é um dos pontos centrais da mobilização.

Com a participação de ciclistas e da comunidade, o 5º Pedal Solidário Outubro Rosa pretende unir atividade física e apoio a pessoas em tratamento contra o câncer, fortalecendo a rede de solidariedade no município.

Ânimos exaltados no período eleitoral acendem alerta para a saúde do coração

 



Com o país prestes a votar no segundo turno e a conhecer quem será o presidente no domingo (25), muitas pessoas criam grandes expectativas e, muitas vezes, as emoções fogem do controle, podendo gerar um quadro de alerta para a saúde. Um caso semelhante aconteceu com o deputado federal André Janones, um dos principais aliados da campanha do presidente Lula, que sentiu um mal-estar e foi internado na UTI por conta de uma arritmia cardíaca no último fim de semana em São Paulo.

O risco é maior principalmente quando os ânimos ficam exaltados e fora de controle, especialmente em um cenário eleitoral tão disputado, polarizado e marcado por muitas discussões. Diante de situações de estresse e inquietação constantes, ocorrem alterações nos níveis de hormônios, como a adrenalina e o cortisol, que podem influenciar o funcionamento do coração, resultando num aumento a frequência cardíaca e da força de contração do coração e favorecer o surgimento de arritmias cardíacas, segundo o médico cardiologista e professor de Medicina do IDOMED Açailândia, Pablo Germano.

Atenção aos hábitos

Pablo também alerta para outros fatores preocupantes, como a privação de sono e a alimentação irregular, que podem contribuir para o desencadeamento de crises cardíacas. “Para evitar algumas crises cardíacas e arritmias, o importante é sempre dormir bem, tendo um sono restaurador, pois ele tem o efeito reverso ao citado anteriormente, e a influência hormonal é positiva, regulando os hormônios para o nível ideal. Então, isso influencia muito na qualidade de vida da pessoa e diminui consideravelmente a chance de desencadear crises”, completa o médico.

Sobre a alimentação, é importante consumir fruta e verduras, alimentos estes que são ricos em potássio, como banana, abacate, feijão, folhas verdes e batata, já que esse mineral ajuda a controlar a pressão arterial e participa do equilíbrio de líquidos e do funcionamento muscular. Além disso, alimentos como aveia, feijão e outras leguminosas são fontes de fibras, nutrientes que contribuem para o controle do colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim, cujo excesso está associado a um maior risco de doenças cardiovasculares.

Em contraponto é essencial evitar alimentos ultraprocessados, gordurosos, com excesso de sal e açúcar, afinal, eles favorecem o acúmulo de gordura nas artérias (placas de aterosclerose), elevam a pressão arterial e causam inflamações no organismo.

Pontos de alerta

O cardiologista explica que alguns sinais podem estar relacionados à elevação da pressão arterial, também conhecida como pico pressórico. Entre os sintomas que merecem atenção estão dor de cabeça, tontura, visão embaçada, palpitações, fraqueza, enjoo, falta de ar, rosto avermelhado e dor na região torácica. Ao identificar sintomas como esses, especialmente dor no peito ou falta de ar, é importante procurar atendimento médico imediatamente.

16 de out. de 2026

Prefeitura de Imperatriz regulamenta circulação de veículos elétricos nas áreas de passeio da Beira Rio

 

A Prefeitura de Imperatriz, por meio da Superintendência de Trânsito e Transporte de Imperatriz (Sutran), regulamentou a circulação e o estacionamento de ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade individual autopropelidos nas áreas de passeio e lazer da Beira Rio. A medida está na Portaria nº 013, de 14 de outubro de 2026, publicada no Diário Oficial, e busca garantir a segurança dos pedestres que frequentam o espaço.

De acordo com a portaria, fica proibida a circulação e o estacionamento desses veículos nos calçadões, na pista de caminhada, nas praças, nos jardins, nos gramados, nas passarelas, na Concha Acústica e seu entorno, além de quadras, parques infantis, áreas de quiosques, espaços para eventos e demais locais destinados aos pedestres ao longo da Beira Rio.

A restrição abrange ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade individual autopropelidos, como patinetes, monociclos, hoverboards, scooters e similares.

A regulamentação prevê exceções para equipamentos destinados à locomoção de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, veículos de emergência e de segurança pública, além de veículos de fiscalização, manutenção e limpeza urbana em serviço. Também poderá ser autorizada a circulação em eventos específicos, mediante autorização prévia e expressa da Sutran.

Fiscalização e orientação

A Sutran deverá implantar a sinalização de regulamentação nos acessos às áreas de passeio e lazer no prazo de até 60 dias da publicação da portaria. Nos primeiros 30 dias após a instalação da sinalização, a fiscalização será prioritariamente educativa e orientativa. 

A portaria não altera as regras de circulação nas pistas de rolamento da Avenida Beira Rio e nas demais vias destinadas aos veículos. Nesses locais, continuam valendo as disposições do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), da Resolução nº 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e da regulamentação municipal, inclusive quanto a registro, licenciamento, emplacamento, habilitação e uso de capacete, quando exigidos.

Você limpa a casa, mas esquece do ar-condicionado?

 



O chão está limpo, os móveis sem poeira e você passou a vassoura até naquele cantinho que sempre fica esquecido. Mas existe um lugar na sua casa ou no seu local de trabalho que pode passar meses fora da faxina justamente porque a sujeira fica escondida: o interior do ar-condicionado. Fechado, instalado no alto e funcionando normalmente, o aparelho dificilmente dá pistas visuais de toda a sujeira que pode estar acumulada por dentro.

E não é só uma questão de limpeza: com o passar do tempo, filtros e outras partes internas do aparelho podem acumular poeira, partículas, ácaros, fungos e outros microrganismos, especialmente em locais onde há umidade. O resultado pode aparecer tanto na qualidade do ar respirado no recinto quanto no funcionamento do próprio equipamento.

A médica Rayssa Gabrielle Pereira de Castro Bueno, docente do IDOMED Açailândia, explica que o aparelho não apenas resfria o ambiente: ele também movimenta o ar. Isso significa que, dependendo das condições de limpeza e manutenção do ar-condicionado, parte das partículas acumuladas pode retornar ao ambiente e ser inalada.

“Um aparelho sem manutenção adequada pode acumular partículas e, dependendo das condições de umidade e higiene, favorecer a presença de microrganismos. Além disso, ambientes fechados, com pouca renovação de ar e muitas pessoas, facilitam a circulação de agentes infecciosos. Nosso sistema respiratório possui mecanismos naturais de defesa, mas a exposição frequente a ambientes com muitos agentes irritantes pode sobrecarregar essas defesas”, explica a professora. 

Problemas

Espirros, coriza, congestão nasal, coceira no nariz e na garganta, tosse, irritação e ressecamento das vias aéreas estão entre os sintomas que podem estar associados à exposição a ambientes em que o ar condicionado está sujo ou funcionando em condições inadequadas. Algumas pessoas também podem apresentar desconforto nos olhos, dor de cabeça e mal-estar, principalmente quando passam muitas horas nesses locais.

Isso não significa, porém, que qualquer espirro em uma sala climatizada possa ser colocado na conta da sujeira do aparelho. “Nem todo sintoma apresentado por uma pessoa que utiliza ar-condicionado significa que o aparelho é necessariamente a causa. Temperatura muito baixa, ar excessivamente seco, baixa renovação do ar e outros fatores ambientais também podem contribuir”, ressalta Rayssa.

Ela ressalta que, embora não seja a principal causa de problemas respiratórios, a exposição prolongada a um aparelho sem manutenção adequada pode funcionar como um fator agravante. “Em quem já convive com rinite, asma ou outras doenças respiratórias, pode haver maior inflamação ou hiperresponsividade das vias aéreas. Em pessoas com asma, por exemplo, a exposição a partículas e outros irritantes pode favorecer ou agravar tosse, chiado e falta de ar. Crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e aquelas com algum comprometimento do sistema imunológico também estão entre os grupos que exigem maior cuidado”, alerta.

A conta também pode sentir a diferença

Além dos problemas de saúde, o impacto da sujeira do aparelho pode atingir também o bolso. Se os efeitos sobre a saúde ficam escondidos dentro do aparelho, o mesmo acontece com os impactos no próprio ar-condicionado. Segundo Ricardo Antônio da Silva , engenheiro e professor do UniFacimp Wyden, o acúmulo de sujeira pode comprometer o desempenho e a confiabilidade do equipamento.

Ricardo explica que quando o aparelho não é limpo, os filtros, evaporador ou condensador podem ficar obstruídos. Com mais dificuldade para funcionar, o sistema pode consumir mais energia e sofrer maior desgaste. Na prática, isso significa uma conta de energia mais alta e um aparelho que pode durar muito menos tempo até dar defeito e pedir troca. 

“O acúmulo excessivo de sujeira no sistema interno restringe a circulação de ar, aumenta a temperatura de operação e reduz a eficiência da troca térmica. Isso pode provocar sobrecarga, aumento do consumo de energia, desgaste prematuro e, em casos severos, falha do motor ou compressor”, explica Ricardo.

Hora da Limpeza

A frequência depende da frequência de uso e das condições do ambiente, mas Ricardo indica uma referência para não deixar a tarefa cair no esquecimento. Os filtros devem ser limpos a cada 15 a 30 dias, enquanto a higienização e a manutenção interna do equipamento devem ser realizadas, em geral, a cada seis meses ou conforme as condições definidas pelo fabricante. 

Rayssa Bueno, por sua vez, reforça que o cuidado precisa ser pensado como parte da qualidade do ambiente como um todo. Além de manter filtros e aparelhos higienizados e realizar a manutenção periódica, é importante garantir renovação do ar e evitar temperaturas excessivamente baixas. “A qualidade do ar que respiramos tem impacto direto sobre o funcionamento do sistema respiratório. Cuidar desse ambiente também é uma forma de cuidar da saúde”, conclui a médica.

9 de out. de 2026

Pesquisa aponta que 93,9% dos consumidores pretendem comprar presentes para o Dia das Crianças em Imperatriz

 



A Prefeitura de Imperatriz, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SEDEC) e Superintendência de Desenvolvimento Regional, realizou uma pesquisa de intenção de compras para o Dia das Crianças 2026, com o objetivo de identificar os hábitos de consumo da população e contribuir para o planejamento de ações de fortalecimento do comércio local. O levantamento foi desenvolvido pela Superintendência de Desenvolvimento Regional e reuniu 213 respostas, coletadas nos dias 7 e 8 de outubro, em um shopping e no Calçadão.

Entre os principais resultados, 93,9% dos participantes afirmaram que pretendem comprar presentes para o Dia das Crianças. A pesquisa também revela que 87,8% dos entrevistados pretendem realizar a maior parte das compras no comércio de Imperatriz.

O levantamento identificou ainda que 76,5% dos participantes residem em Imperatriz, enquanto 23,5% são de outros municípios, como João Lisboa, Açailândia e São Miguel do Tocantins. A participação de consumidores de outras localidades amplia o alcance territorial da pesquisa e evidencia a presença de diferentes públicos no levantamento.

Entre os produtos mais procurados, os brinquedos aparecem em primeiro lugar, mencionados por 75,1% dos participantes. As roupas ocupam a segunda posição, com 28,2% das citações. Calçados, bicicletas, patins, skate e eletrônicos também foram lembrados pelos consumidores.

Outro dado importante é que 67% dos participantes com intenção de compra planejam presentear duas ou mais crianças. O resultado indica uma demanda que vai além da compra de um único presente e reforça a importância de os estabelecimentos oferecerem variedade de produtos e opções para diferentes orçamentos.

Em relação aos gastos previstos, a faixa de R$ 101 a R$ 200 foi a mais citada, representando 33,5% das respostas desse grupo. Somadas, as faixas de gastos de até R$ 200 correspondem a 71,5% dos consumidores que pretendem comprar presentes.

O preço foi apontado por 44,6% dos entrevistados como o principal fator de decisão de compra, seguido pela qualidade dos produtos, com 23,9%, e por promoções e descontos, com 23,5%. Os dados reforçam a importância de preços competitivos, ofertas atrativas e estratégias de divulgação para alcançar os consumidores.

A pesquisa também identificou as preferências dos consumidores em relação aos locais de compra. Além dos 87,8% que pretendem comprar principalmente no comércio de Imperatriz, 4,2% indicaram a internet, 3,8% pretendem combinar lojas físicas e compras on-line e 3,3% planejam comprar em estabelecimentos de outras cidades.

Para a superintendente de Desenvolvimento Regional, Glaci Elma Oliveira dos Santos, os dados contribuem para compreender o comportamento dos consumidores e identificar oportunidades para os empreendedores locais.

“A pesquisa de intenção de compras é fundamental para compreendermos o comportamento dos consumidores e identificarmos as principais oportunidades para o comércio de Imperatriz. Por meio desses dados, conseguimos conhecer as preferências de compra, as expectativas de consumo e os fatores que influenciam as decisões dos consumidores. Essas informações contribuem para entendermos melhor a dinâmica da nossa economia e para subsidiarmos ações voltadas ao fortalecimento do comércio local”, conta.

O levantamento também aponta oportunidades para outros segmentos da economia. Além da compra de presentes, 43,7% dos entrevistados afirmaram que pretendem realizar gastos adicionais durante o período, principalmente com lazer e entretenimento, alimentação e restaurantes, roupas e calçados.

Quanto às formas de pagamento, o Pix lidera as preferências, com 46% das citações, seguido pelo cartão de crédito, com 30,5%, e pelo dinheiro, com 14,1%. O cartão de débito foi mencionado por 7% dos participantes. Crediário e carnê também apareceram entre as opções indicadas.

“Nosso objetivo, enquanto Superintendência de Desenvolvimento Regional da SEDEC, é transformar dados em informações estratégicas que auxiliem no planejamento, valorizem os empreendedores, estimulem a circulação de recursos no município e contribuam para a geração de renda e o desenvolvimento econômico de Imperatriz”, conclui Glaci Elma.

Programa aproxima formação médica e rede de saúde de Açailândia em capacitação para profissionais

 



Com o objetivo de contribuir para a atualização, qualificação e fortalecimento da integração entre a formação médica e a rede de saúde do município, foi realizada a primeira edição do Programa de Aperfeiçoamento de Profissionais da Saúde, uma iniciativa promovida pela Faculdade de Medicina IDOMED Açailândia, por meio da Coordenação de Curso, Operações Acadêmicas e Coordenação Geral e Adjunta do Internato, reunindo profissionais de diferentes serviços de saúde de Açailândia.


O curso reuniu dezenas de profissionais da rede de saúde do município, tanto estadual quanto municipal. Para iniciar o projeto, o primeiro encontro foi focado na temática da prática clínica do eletrocardiograma, ministrado pelo médico cardiologista e docente do IDOMED Açailândia, Pablo Germano, que compartilhou conhecimentos e experiências práticas com os profissionais participantes.


Segundo a coordenadora adjunta do Internato no IDOMED Açailândia, Rayssa Bueno, a iniciativa reforça o compromisso da instituição com a educação permanente e com a valorização dos profissionais que atuam diariamente na assistência à população.


“Mais do que um momento de atualização, este encontro representa uma oportunidade de troca de experiências, integração e construção coletiva de conhecimento, aproximando ainda mais a Faculdade de Medicina dos profissionais e serviços que compõem a rede de saúde de Açailândia”, conclui Rayssa.