5 de jun. de 2026

Empreende Mulher abre 60 vagas para produção do bolo de Imperatriz e capacitação em confeitaria

 



A Prefeitura de Imperatriz, por meio da Secretaria Municipal de Adequação e Conformidade (SEAC) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SEDEC), em parceria com o Senac, abre nos dias 8 e 9 de junho as inscrições para o projeto Empreende Mulher: Bolo da Cidade. A iniciativa disponibiliza 60 vagas para mulheres de Imperatriz que desejam participar da confecção do bolo comemorativo dos 174 anos do município e receber capacitação em confeitaria e empreendedorismo.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas presencialmente na Prefeitura de Imperatriz, localizada na Rua Rui Barbosa, nº 201, Centro, das 8h às 12h. Para participar, é necessário apresentar cópias do RG ou documento oficial com foto, comprovante de residência atualizado e comprovação de inscrição no CadÚnico.

O projeto oferece formação em confeitaria artística e básica, além de conteúdos voltados à gestão de negócios, precificação, marketing e organização financeira. O resultado com a lista das selecionadas será divulgado no dia 15 de junho.

A secretária municipal de Adequação e Conformidade, Rosyvânia Mendes, destaca que a proposta busca oferecer qualificação para que as participantes iniciem suas atividades na área. “O projeto Empreende Mulher tem uma característica muito importante de romper barreiras significativas que essas mulheres enfrentam ao optar pelo empreendedorismo, como a falta de recursos para investir no próprio negócio. As participantes recebem um kit de insumos, instrumentos e equipamentos necessários para começar a atividade, além de todo o conhecimento técnico adquirido durante a formação”.

As aulas terão início em 22 de junho, com uma aula inaugural. As oficinas da Turma A serão realizadas de 23 a 25 de junho. Já as Turmas B e C participarão das atividades entre os dias 30 de junho e 2 de julho. Ao final do curso, as participantes receberão um kit com utensílios e equipamentos para auxiliar no início das atividades na área da confeitaria.

Depois da edição do ano passado, diversas participantes passaram a desenvolver atividades econômicas na área da confeitaria e em segmentos relacionados, como produção de ovos de Páscoa, trufas e alimentos saudáveis. “Grande parte dessas mulheres empreende atualmente e possui negócios ativos na área da confeitaria. Outras também passaram a atuar em segmentos que conheceram por meio das capacitações. A maioria das mulheres que passa pelo Empreende Mulher acaba iniciando um novo negócio”, afirma Rosyvânia Mendes.

A empreendedora Celma Rodrigues Silva participou da edição de 2025. Atualmente, ela trabalha com produção e venda de bolos e afirma que a capacitação representou uma mudança em sua trajetória profissional. “Foi um divisor de águas na minha vida. Hoje eu empreendo, trabalho com bolos em fatias e coloco em prática tudo o que aprendi no curso. Foi uma experiência muito gratificante e que abriu portas para mim. O curso ajuda muito nós mulheres a empreender. Você amplia sua visão e passa a enxergar oportunidades que antes nem imaginava. Mostra que somos capazes e que também temos espaço no empreendedorismo. As mulheres não vão se arrepender de participar, porque é uma oportunidade de aprendizado e crescimento”.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico (SEDEC), Alfredo Wagner, explica que o projeto é direcionado principalmente a mulheres em situação de vulnerabilidade social. “Ele busca capacitar mulheres, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social e mães solo, oferecendo conhecimento técnico e uma experiência prática por meio da produção do Bolo da Cidade. É uma oportunidade para que elas desenvolvam habilidades e possam gerar renda a partir do próprio trabalho”.

Após a conclusão do curso, as participantes também podem receber acompanhamento técnico da SEDEC, por meio de orientações voltadas ao desenvolvimento dos negócios iniciados a partir da capacitação.

Para participar da seleção, as candidatas devem residir em Imperatriz, possuir inscrição ativa no CadÚnico, ter disponibilidade para participar de todas as atividades do curso, incluindo a produção do Bolo da Cidade e não ter participado de nenhuma ação anterior do projeto Empreende Mulher. O processo seletivo dará preferência a mães solo ou principais provedoras do lar, mulheres em situação de vulnerabilidade social e desemprego e candidatas que ainda não atuem profissionalmente na área ou que não possuam atividade consolidada na confeitaria.

O regulamento completo do projeto está disponível na aba "Comunicados" do site oficial da Prefeitura de Imperatriz.

É verdade que chorar pode fazer bem? O que dizem os especialistas

 



Você já passou por aquele momento de aperto em que o choro é inevitável e um familiar ou amigo aconselhou você a deixar as lágrimas caírem? Para muitas pessoas, descarregar as emoções por meio do choro é uma forma de lidar melhor com determinadas situações e aliviar os sentimentos de forma mais imediata. Mas, do ponto de vista científico, isso realmente faz sentido? O que a ciência diz sobre isso?


A psicóloga e professora de Medicina do IDOMED São Luís, Maria Oneide Dominici, explica que o choro é uma forma natural de expressão emocional e de regulação do estresse. O choro emocional costuma ocorrer em situações de tristeza, frustração, alegria intensa, alívio ou comoção. Durante esse processo, o organismo ativa mecanismos que podem ajudar a reduzir a ensão emocional e favorecer uma sensação posterior de bem-estar. Ou seja: em vez de sinal de fraqueza, o choro pode na verdade fortalecer e promover leveza.


A docente explica que o choro traz conforto e alívio devido a diversas mudanças químicas e hormonais que ocorrem no organismo enquanto as lágrimas escorrem pelo rosto. O corpo libera hormônios associados ao bem-estar, como endorfinas e ocitocina, ao mesmo tempo em que reduz o cortisol, hormônio relacionado ao estresse. Durante o choro, também são eliminadas substâncias relacionadas à tensão emocional. O ato de chorar também ajuda no controle da pressão arterial, contribuindo para restaurar o equilíbrio físico e emocional. 


“Muitas pessoas relatam sensação de alívio porque o choro funciona justamente como uma ‘válvula de escape’ emocional. Além disso, quando a pessoa recebe apoio, compreensão ou conforto nesse momento, os benefícios tendem a ser maiores”, completa Maria Oneide.


E prender o choro?

Já o oposto disso, ou seja, reprimir o choro, pode trazer impactos importantes para a saúde mental e até física. Com base em estudos sobre o tema, a professora do IDOMED São Luís pontua que negar ou bloquear constantemente as próprias emoções costuma ser menos saudável do que reconhecê-las e expressá-las de forma adequada. 


“Alguns impactos importantes da repressão emocional incluem o aumento do estresse e da ansiedade, mais dificuldade para lidar com as emoções, acúmulo emocional com possíveis explosões posteriores, prejuízos nos relacionamentos, sobrecarga psicológica e até sintomas físicos”, enumera a especialista.


Chorar pode aliviar um estado de sofrimento emocional. A professora, no entanto, aproveita para fazer um alerta final. Por mais que a prática alivie, quando o choro é muito frequente, intenso ou prolongado, ou quando vem acompanhado de sintomas que comprometem a funcionalidade diária da pessoa, ele pode indicar um sofrimento psicológico. “Pode ser sinônimo de condições como depressão, ansiedade ou um processo de luto complicado, merecendo avaliação profissional”, conclui.