Piso escorregadio, baixa luminosidade,
escadas, tapetes soltos, podem se tornar fatores de risco especialmente entre
idosos que estão mais sujeitos a cair, devido a dificuldades de mobilidade. E
vale lembrar que, uma queda para a pessoa idosa pode representar problemas mais
graves, ocasionando maiores limitações funcionais.
E entre as consequências das quedas, a
fratura de fêmur é uma das mais graves nas pessoas com 60 anos ou mais de
idade. Segundo dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros
(ELSI-Brasil), que analisou a prevalência e os fatores associados às quedas
entre idosos brasileiros em áreas urbanas, entre 4.174 idosos 25% já tiveram
uma queda. A maior ocorrência foi em mulheres a partir dos 75 anos. Estima-se ainda que um em cada três indivíduos com mais
de 65 anos caem, e que um em vinte, sofre uma fratura ou necessita de
internação. Além disso, 40% dos idosos com 80 anos ou mais caem a cada
ano.
Uma das formas de
prevenir esse tipo de acidente é rever os ambientes da casa toda, e adaptar o
que for possível para tornar o lar um local mais seguro e mais acessível para a
nova realidade de um idoso. O Grupo Potiguar, por exemplo, oferece diversos
produtos, como barras de apoio em diferentes tamanhos, bancos e cadeiras para
usar na hora do banho, acento mais elevado para o vaso sanitário, pisos
antiderrapantes, maçanetas do tipo alavanca e luminárias.
Segundo a arquiteta
do Grupo Potiguar, Amenna Maia, “os itens mais procurados são aqueles para o
banheiro, pois este é um dos ambientes onde mais ocorrem acidentes. Instalar
barras ao lado do vaso sanitário e dentro do box são essenciais. Elevar a
altura do vaso sanitário acoplando um acento é outra dica para evitar que o
idoso se abaixe muito na hora de usar o vaso sanitário. Além é claro, de ter
todo cuidado em manter os pisos secos e de preferência, do tipo
antiderrapante”, lembra.
Ela traz ainda
outras dicas para o lar de pessoas idosas: “O ideal é manter todos
os cômodos sempre bem iluminados; usar cores mais claras nas paredes; ampliar
as portas para facilitar a passagem (o ideal é ter 80 cm de largura); colocar
trincos largos do tipo alavancas nas portas, que são mais fáceis de abrir, e
usar prateleiras baixas para evitar que a pessoa fique nas pontas dos pés ou
suba em bancos quando for fazer uso dos objetos”, acrescenta a arquiteta da
Potiguar.
Acostumada a fazer
diversos projetos de adaptação de residências assim como projetos comerciais
com espaços acessíveis, a arquiteta Marina Bogéa, do escritório Por Metro
Quadrado recomenda também: “É importante um cuidado especial com o banheiro.
Devemos incluir pisos antiderrapantes, barras de apoio (pia, vaso e box) e
evitar desníveis como degraus e tapetes soltos. Caso haja desníveis e não seja
possível eliminá-los, é importante fazer alguns ajustes para criar rampas. É
muito importante deixar abertura da porta com espaço mínimo de 80cm e deixar o
espaço mais amplo para que seja possível fazer a manobra de uma cadeira de
rodas em um ângulo de 360 graus. Além disso, um
espaço maior facilita a circulação do idoso e evitará que ele esbarre
constantemente em quinas e objetos, prevenindo quedas. A norma da ABNT NBR 9050 determina
alguns padrões mínimos para a disposição/layout e dimensões de um banheiro, e
por isso é importante seguir orientações técnicas de um profissional” explica a
arquiteta Marina Bogéa.
O arquiteto e sócio do escritório Por
Metro Quadrado, Marcos Nunes, complementa:
“É importante que a cama do idoso seja
mais baixa, para facilitar o acesso. O ideal é que tenha entre 55cm a 65cm de
altura. Já as barras de apoio a serem instaladas nos banheiros devem ser de
alumínio, com diâmetro mínimo de 4 cm. E na hora de fixar as mesmas, deve-se
observar uma distância média de 30 cm da parede para a barra”, esclarece ele.
Todos esses
cuidados são verdadeiros investimentos, pois garantir mais acessibilidade nos
ambientes é sinônimo de proporcionar ao idoso mais segurança, conforto e autonomia
em seu lar. Esses cuidados valem tanto para residências quanto para ambientes
comerciais ou públicos.
DICAS DO QUE FAZER PARA PREVENIR QUEDAS domésticas:
1. Evitar tapetes
soltos;
2. Escadas e corredores devem ter corrimão nos dois lados;
3. Usar sapatos fechados com solado de borracha;
4. Colocar tapete antiderrapante no banheiro;
5. Evitar andar em áreas com piso úmido;
6. Evitar encerar a casa;
7. Evitar móveis e objetos espalhados pela casa;
8. Deixar uma luz acesa à noite, para o caso de precisar se levantar;
9. Se necessário, usar bengalas, muletas ou outros instrumentos de apoio;
10. Dormir em uma cama
na qual a pessoa possa subir e descer facilmente (cerca de 55 a 65
cm);
11. Dentro do armário,
arrumar as roupas em lugares de fácil acesso, evitando os locais mais altos;
12. Substituir as
paredes de vidro do box por um material não deslizante;
13. Para tomar banho,
utilizar uma cadeira de plástico firme com cerca de 40 cm.